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History
Em 1915, o Arquivo Municipal parece estar localizado nos baixos dos Paços Municipais, perto das cadeias civis da Comarca, correndo risco de, devido às condições de inconveniência e perigosidade das mesmas, nele deflagrar-se algum incêndio. É o vereador António Tavares Torres quem o afirma em sessão camarária de 5 de Agosto de 1915. Propôs o mesmo à Câmara a aquisição de uma moradia para onde seguiriam vários serviços, incluindo a própria vereação e, talvez, o Arquivo. Porém, a Câmara continuou instalada nos antigos Paços Municipais, situação que ainda acontece actualmente, desconhecendo-se quais as medidas que terão sido tomadas em relação ao Arquivo. Sabe-se que, em 1956, na sessão de 25 de Julho, foi adjudicado a José da Silva Ferreira Cabido a execução de 19 estantes em madeira, no valor de 17.480$00, a inscrever no orçamento ordinário do ano seguinte. Também é sabido que durante a presidência do Engenheiro Fernando Monteiro da Câmara Pereira (1971-1974) se procedeu a um embrionário tratamento do mesmo, o qual cairia em abandono.
Os anos 80, no entanto, mostrar-se-iam profícuos e novas alterações se iriam efectuar.
Na sessão de 19 de Janeiro de 1983, o vereador Ezequiel de Melo Moreira da Silva, relativamente à situação do Arquivo Municipal propôs que com a maior brevidade, esta Câmara: – mande inventariar, por gente especializada nesta matéria, tudo quanto contém o Arquivo Municipal; Arrecade, nas melhores condições de preservação e segurança, todo o valioso património que representa este Arquivo.
A proposta não caiu em saco roto, levando o então presidente, Artur Francisco de Sousa Martins, a investir na formação profissional em BAD da funcionária camarária Ana Paula Mota Ferreira, que seria, posteriormente, integrada no Quadro Oficial como Técnica Profissional de BAD. Durante três anos (1983-1986), o trabalho de tratamento do Arquivo Municipal resultaria num Índice Ideográfico com cerca de 800 entradas. A documentação trabalhada foi arrumada em estantes, num total aproximado de 600 m.l.
Entretanto, por necessidades administrativas, a partir de 1988, a mesma funcionária interromperia o seu trabalho e a cumulação e desorganização prontamente começaram a trilhar caminho novamente.
Já em 2003 o Arquivo Municipal seria desmembrado, separando-se parte da documentação mais antiga, nomeadamente a que correspondia às fichas do Índice elaborado em 80, da documentação mais recente. Durante cerca de um ano e meio procedeu-se à transferência física dessa selecção de documentos para a sede da DASC, Solar de S. Vicente Ferreira, onde esteve até Agosto de 2006. Todo o processo foi liderado pelo Dr. Hermano Teodoro, Técnico Superior de História na Câmara Municipal. A parte do fundo municipal que foi transferida para o Solar que, veio a descobrir-se, continha também os livros da extinta Administração do Concelho, totalizava cerca de 110 m.l., repartidos por 2077 livros, 78 maços e 3 cadernos. No entretanto, a partir do ano 2001, outros fundos foram sendo incorporados, como, por exemplo, o da Ouvidoria de Ribeira Grande e outros paroquiais e particulares.
Em 2004, durante a presidência de António Pedro Costa, a política de gestão arquivística da autarquia ribeiragrandense, reconhecendo que na documentação acautelada está a salvaguarda da memória local e a operacionalidade do acesso e manuseamento à informação, investiu em mais pessoal qualificado, contratando em Setembro daquele ano a Técnica Superior de Arquivo, Ana Cristina Moscatel Pereira.
Em 2005 foi lançado o Guia de Fundos Históricos do Arquivo Municipal e realizou-se uma Mesa Redonda em torno do tema Arquivos Históricos Municipais. Para além da atenção dada à documentação mais antiga, foi-se dando ordem ao acumulado e abandono a que se votou a documentação produzida durante quase todo o século XX.
Em Novembro de 2006, já sob a presidência do Dr. Ricardo Silva, foi inaugurado o novo edifício do Arquivo Municipal, que o partilha temporariamente com a Biblioteca Municipal. O novo espaço para além de ter melhores condições para conservação e aceder à documentação, permitiu que, novamente, o arquivo voltasse a funcionar como o todo que é. Foi transferida toda a documentação que havia estado depositada no Solar de S. Vicente Ferreira e a restante documentação camarária que havia sido deixada no edifício da Travessa da Rua da Praça, sem condições algumas.
Hoje o Arquivo Municipal, sito à Rua Sousa e Silva, nº7, tem um espaço condigno de serviço público aos munícipes da Ribeira Grande, aos cidadãos, aos investigadores, mas, mais importante, começa a ser olhado e estruturado como uma instituição orgânica com vida própria e unicidade que não deve nunca ser desmembrada e olhada por partes.
Geographical and cultural context
Mandates/Sources of authority
Administrative structure
Records management and collecting policies
Buildings
Holdings
Finding aids, guides and publications
Access area
Opening times
Dias úteis das 09:00 às 17:00h
Access conditions and requirements
Accessibility
Services area
Research services
Reproduction services
Public areas
Control area
Description identifier
Institution identifier
Rules and/or conventions used
Status
Level of detail
Dates of creation, revision and deletion
Language(s)
Portuguese
Script(s)
Latin